GUIA COMPLETO PARA CLIENTES MIGRADOS

Orientações essenciais sobre o processo de migração e transição de sistemas de segurança

Bem-vindo ao Grupo Vigivel! Este guia foi desenvolvido especialmente para você que está migrando seu sistema de monitoramento para nossa empresa.

Durante o processo de migração de equipamentos já instalados ou provenientes de outras empresas de monitoramento, é natural que sejam identificadas diversas inconsistências técnicas no sistema existente. Este documento tem como objetivo esclarecer:

  • O que você pode esperar durante o processo de migração
  • Quais problemas são comumente encontrados em sistemas legados
  • Como a Vigivel conduzirá a análise e correção dos equipamentos
  • Suas responsabilidades e direitos como cliente

Importante: A transparência é um dos nossos valores fundamentais. Por isso, documentamos todas as etapas do processo para garantir que você tenha pleno conhecimento sobre o estado atual do seu sistema de segurança.

PROCESSO DE MIGRAÇÃO: COMO FUNCIONA

Entenda cada etapa do nosso protocolo de transição e acompanhamento técnico

O Grupo Vigivel adota um processo estruturado e transparente para garantir a migração segura do seu sistema de monitoramento. Nosso protocolo de transição foi desenvolvido para identificar, documentar e solucionar todas as inconsistências técnicas encontradas.

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Fase 1: Diagnóstico Inicial Completo

Nossa equipe técnica realiza uma auditoria detalhada de todo o sistema instalado, incluindo:

  • Análise da central de alarme e sua programação
  • Verificação do estado e posicionamento de todos os sensores
  • Avaliação da infraestrutura de cabeamento e alimentação elétrica
  • Teste de comunicação entre equipamentos e central de monitoramento
  • Documentação fotográfica e técnica de todas as instalações
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Fase 2: Período de Monitoramento Ativo (30 dias)

Durante um mês completo, acompanhamos o comportamento real do sistema em operação:

  • Monitoramento 24/7 de todos os eventos e sinais recebidos
  • Registro detalhado de falhas, disparos indevidos e problemas de comunicação
  • Emissão de Ordens de Serviço (O.S.) para cada ocorrência identificada
  • Relatórios semanais sobre o desempenho do sistema
  • Atendimento prioritário para correções emergenciais
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Fase 3: Relatório Técnico e Orçamento

Ao final do período de diagnóstico, você receberá:

  • Relatório técnico completo com todas as não-conformidades identificadas
  • Orçamento detalhado para correção de cada problema encontrado
  • Recomendações técnicas priorizadas por nível de criticidade
  • Prazo estimado para execução dos serviços
  • Garantia de todos os serviços executados pela Vigivel

Importante: Este processo garante que você tenha total conhecimento sobre o estado real do seu sistema antes de aprovar qualquer investimento em correções.

PROBLEMAS MAIS COMUNS EM SISTEMAS MIGRADOS

Conheça as principais não-conformidades técnicas identificadas em instalações legadas

Com base em nossa experiência de mercado, identificamos que mais de 80% dos sistemas migrados apresentam ao menos uma das seguintes inconsistências técnicas. Este conhecimento prévio permite que você compreenda melhor os possíveis diagnósticos que receberá.

1. Incompatibilidade e Obsolescência de Equipamentos

  • Câmeras e sensores com tecnologia descontinuada ou fora de linha
  • Equipamentos sem suporte técnico ou reposição de peças pelo fabricante
  • Centrais de alarme com firmware desatualizado ou incompatível com protocolos modernos
  • Componentes de diferentes fabricantes sem integração adequada

2. Problemas de Integração e Comunicação

  • Dificuldade de conexão entre sistemas antigos e a infraestrutura moderna de monitoramento
  • Protocolos de comunicação obsoletos (linhas telefônicas analógicas, GPRS descontinuado)
  • Incompatibilidade entre módulos de comunicação e plataformas de monitoramento atuais
  • Ausência de redundância nos canais de comunicação

3. Documentação Técnica Inexistente ou Incompleta

  • Falta de diagramas elétricos e plantas de instalação
  • Ausência de registros sobre programação da central e códigos de acesso
  • Histórico de manutenções e intervenções não documentado
  • Desconhecimento sobre especificações técnicas dos equipamentos instalados

4. Defasagem Tecnológica e de Segurança

  • Sistemas sem criptografia de dados ou com protocolos de segurança vulneráveis
  • Ausência de recursos modernos como notificações via aplicativo e imagens em tempo real
  • Equipamentos sem capacidade de atualização remota
  • Tecnologias que não atendem às normas técnicas vigentes (ABNT NBR)

5. Infraestrutura Elétrica Inadequada

  • Ausência de aterramento adequado conforme normas técnicas
  • Falta de proteção contra surtos elétricos (DPS) e filtros de linha
  • Cabeamento subdimensionado ou deteriorado pelo tempo
  • Baterias vencidas ou com capacidade insuficiente para backup
  • Fontes de alimentação com potência inadequada para o sistema

Nota Importante: A identificação prévia destes problemas não significa que todos estarão presentes no seu sistema. Cada instalação é única e receberá um diagnóstico personalizado.

DISPAROS SUCESSIVOS E ALARMES FALSOS

Entenda as causas técnicas e como solucionamos este problema recorrente

Disparos sucessivos e alarmes falsos são uma das reclamações mais comuns em sistemas migrados. Este problema compromete a eficácia do monitoramento, gera desgaste com a equipe de resposta e pode resultar em multas por acionamentos indevidos da polícia ou bombeiros.

Principais causas técnicas identificadas:

1. Posicionamento Inadequado dos Sensores

  • Sensores instalados em locais com correntes de ar, próximos a aparelhos de ar-condicionado ou ventiladores
  • Direcionamento incorreto do campo de detecção, captando movimentação de áreas externas (rua, vizinhos)
  • Altura de instalação fora das especificações técnicas do fabricante
  • Sensores apontados para superfícies reflexivas ou fontes de calor

Solução Vigivel: Reposicionamento técnico conforme normas ABNT e especificações do fabricante

2. Cabeamento Deteriorado ou Inadequado

  • Cabos com isolamento ressecado ou rompido, causando curtos-circuitos intermitentes
  • Emendas mal executadas sem conectores apropriados
  • Cabos expostos a intempéries sem proteção adequada
  • Bitola de cabo inadequada para a distância percorrida, gerando queda de tensão

Solução Vigivel: Substituição completa do cabeamento comprometido com materiais certificados

3. Sensores com Defeito ou Vida Útil Esgotada

  • Componentes eletrônicos degradados pelo tempo (vida útil média de 5-7 anos)
  • Sensibilidade descalibrada, detectando variações mínimas de temperatura ou movimento
  • Lentes de Fresnel danificadas ou opacas, prejudicando a detecção correta
  • Contaminação interna por poeira, insetos ou umidade

Solução Vigivel: Substituição por sensores de nova geração com tecnologia anti-mascaramento

4. Problemas na Alimentação Elétrica

  • Quedas de tensão (brownout) em horários de pico de consumo
  • Ausência de estabilizadores ou no-breaks para proteção do sistema
  • Rede elétrica com ruídos e interferências não filtradas
  • Bateria da central descarregada ou vencida, causando instabilidade
  • Fonte de alimentação subdimensionada para a quantidade de sensores

Solução Vigivel: Instalação de sistema de alimentação estabilizada com backup adequado

5. Interferências Ambientais

  • Animais domésticos circulando na área monitorada sem sensores pet-immune
  • Variações bruscas de temperatura (raios solares diretos, aquecedores)
  • Objetos em movimento (cortinas, plantas, decorações móveis)

Solução Vigivel: Reconfiguração do sistema com sensores apropriados para o ambiente

Protocolo de Correção:

  1. Teste individual de cada sensor com equipamento de diagnóstico
  1. Análise do histórico de disparos para identificar padrões
  1. Correção das causas identificadas conforme prioridade
  1. Período de teste de 7 dias após intervenção
  1. Ajustes finos se necessário

COMUNICAÇÃO EM DUPLICIDADE

Quando o sistema envia sinais repetidos: causas e soluções técnicas

A comunicação em duplicidade ocorre quando a central de alarme envia o mesmo evento múltiplas vezes para o centro de monitoramento, gerando confusão operacional e dificultando a identificação de ocorrências reais. Este problema é especialmente comum em sistemas migrados que não receberam manutenção preventiva adequada.

O que caracteriza este problema:

  • Recebimento de 2 ou mais sinais idênticos em intervalo de poucos segundos
  • Eventos que aparecem como "aberto" e "fechado" simultaneamente
  • Dificuldade em identificar o status real do sistema (armado/desarmado)
  • Sobrecarga no sistema de monitoramento com informações redundantes

Principais causas técnicas:

1. Ausência de Proteção Elétrica Adequada

  • Falta de filtro de linha: Sem dispositivos de proteção, ruídos e interferências da rede elétrica são interpretados como comandos pela central
  • Ausência de DPS (Dispositivo de Proteção contra Surtos): Micro-surtos elétricos causam reset parcial da central, reenviando o último evento
  • Aterramento inadequado ou inexistente: Sem referência de terra adequada, o sistema fica suscetível a interferências eletromagnéticas

Solução Vigivel: Instalação de sistema completo de proteção elétrica (filtro de linha, DPS, aterramento conforme NBR 5410)

2. Defeito na Placa da Central de Alarme

  • Componentes eletrônicos danificados: Capacitores estufados, trilhas oxidadas ou componentes queimados
  • Memória corrompida: Falhas no chip de memória causam loop de envio de eventos
  • Firmware desatualizado ou corrompido: Versões antigas com bugs conhecidos de duplicação
  • Módulo de comunicação defeituoso: Chip GPRS/GSM ou comunicador IP com falha de hardware

Solução Vigivel: Diagnóstico técnico em bancada, atualização de firmware ou substituição da central

3. Problemas no Canal de Comunicação

  • Sinal de operadora instável: Em sistemas GPRS/3G/4G, oscilações de sinal causam reenvio automático
  • Linha telefônica com ruído: Em sistemas via linha fixa, interferências geram interpretação duplicada
  • Configuração incorreta de timeout: Parâmetros de confirmação de envio mal configurados

Solução Vigivel: Otimização dos parâmetros de comunicação e, se necessário, migração para canal mais estável

4. Interferência de Outros Equipamentos

  • Equipamentos eletrônicos próximos à central gerando interferência eletromagnética
  • Transformadores, motores elétricos ou inversores de frequência nas proximidades

Solução Vigivel: Reposicionamento da central ou blindagem adequada

Protocolo de Diagnóstico Vigivel:

  1. Análise do histórico de eventos duplicados no sistema de monitoramento
  1. Teste de qualidade da energia elétrica no local da instalação
  1. Verificação do estado da placa da central com equipamentos de diagnóstico
  1. Teste do canal de comunicação (intensidade de sinal, latência, estabilidade)
  1. Implementação da solução adequada conforme causa identificada
  1. Monitoramento por 15 dias para validação da correção

Importante: Este problema, quando não corrigido, pode mascarar eventos reais de segurança e comprometer a eficácia do monitoramento.

FALHA DE COMUNICAÇÃO

  • Central com Defeito: Problemas na placa principal da central de alarme podem causar falhas na comunicação e envio de informações equivocadas.
  • Sistema de Comunicação Interrompido: Interrupções na linha telefônica ou internet impedem a conexão entre a central e o centro de monitoramento, levando a informações desatualizadas.
  • Falta de Filtro de Linha: A ausência de dispositivos de proteção contra ruídos e interferências na rede elétrica prejudica a comunicação entre os componentes do sistema.
  • Bateria Descarregada: Com a bateria da central descarregada, o sistema de comunicação pode ficar instável, gerando informações imprecisas.

RESPONSABILIDADES

Diante dos problemas apresentados, a empresa irá fornecer um orçamento detalhado para a execução dos serviços necessários ao bom funcionamento dos equipamentos. Cabe ao cliente aprovar ou não esses valores.

Caso o cliente decida não seguir as orientações da empresa, ele assume inteira e total responsabilidade pelo funcionamento de seus equipamentos, isentando o Grupo Vigivel de qualquer responsabilidade sobre tais problemas, a mesma regra vale para problemas NÃO IDENTIFICADOS pela Vigivel, tendo em vista que a COMUNICAÇÃO e EQUIPAMENTOS são de propriedade do cliente, bem como a responsabilidade pelo seu funcionamento.